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Leandro Vilar

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oda Nobunaga

Em meio ao século XVI, durante a época feudal japonesa, em um período que passou a ser chamado de Sengoku jidai (1460-1560) que literalmente significa "país em guerra", várias guerras civis eclodiam por todo o Japão, o poder imperial se encontrava dividido entre a nobreza que morava nas cidades, formadas pelos ricos aristocratas, e a nobreza do campo, formada pelos dáimios (senhor feudal). Nessa época o Japão se organizava sobre um Estado fortemente de caráter militar, tendo em muitos dos casos, clãs de samurais a frente do governo. E é nesse cenário caótico e confuso que alguns líderes surgiram para promoverem a reunificação do país, e dentre estes líderes estava Oda Nobunaga. Considerado por alguns como um herói e por outros como um terrível tirano, já que este na sua iniciativa de promover a reunificação, levou à morte de muitas pessoas que se opuseram a suas ideias. Sendo assim, nas linhas a seguir, irei esboçar um pouco da história de Nobunaga e do período feudal.

Introdução ao período feudal:

A história feudal japonesa se inicia por volta do século X, quando em meio as crises que já existiam naquela época, a classe guerreira dos samurais ou bushi, ganhava cada vez mais importância e influência em uma sociedade que dependia muito do apoio militar. Os samurais em pouco tempo deixaram de serem os vassalos dos nobres, para se tornarem seus próprios senhores. Com isso, muitos clãs, logo começaram a conquistar cada vez mais terras e a constituírem feudos. Além da criação dos feudos, do contrato suserano-vassalo (tal contrato não era parecido em alguns preceitos com o contrato visto na Europa medieval, mas em vários outros aspectos de cunho cultural e social, eram bastantes distintos), os próprios camponeses se viram escravizados pelos seus senhores. 


Minamoto Yoritomo
Tais fatos e alguns mais, indicam o porque de tal época ser comparada a Europa medieval. Entretanto, alguns historiadores preferem dizer que o período feudal se iniciou oficialmente no século XII, quando o Clã Minamoto derrotou seu principal rival, o Clã Taira em 1185, tendo nesse caso, o irmão mais novo de Yoritomo, Minamoto Yoshitsune tendo realizado grandes vitórias nesses confrontos. Com a vitória dos Minamoto, estes criaram o Kamakura bakufu (literalmente significa o "posto militar da região de Kamakura"), criado em 1192 por Minamoto Yoritomo (1147-1199). O xogunato (governo de um xogum) Minamoto ficaria a frente do poder até 1333. De fato, Yoritomo deixou uma série de contribuições que contribuíram para acentuar o caráter feudal no Japão.

"A transformação do Estado Ritsuryo em Estado Feudal (bakufu) não significa apenas a transferência do poder político das mãos dos nobres palacianos para as dos samurais em ascensão, com radical mudança no sistema social e econômico. Na verdade, verifica-se uma profunda modificação em toda sociedade nipônica - atingido todas as classes sociais - inclusive alteração sensível na mentalidade dos homens. Registra-se uma grande transformação nas esferas do pensamento e da cultura". (YAMASHIRO, 1978, p. 77).

Yoritomo foi nomeado pelo próprio imperador para assumir o cargo de xogum ou shogun (general, comandante-supremo). Com isso Yoritomo criou novos cargos públicos, reformulou a administração do país, garantindo que tanto a nobreza que vivia nas cidades tivessem suas obrigações; e no campo, os samurais passariam a tomar conta deste. Dentre os novos departamentos que este criou estavam: o samurai-dokoro (departamento que fiscalizava os samurais), o mandakoro (departamento político-fiscalizador) e o monchujo (tribunal da suprema corte).

"Em 1185, quando o clã Taira é virtualmente eliminado na batalha naval de Dannoura, Yoritomo solicita ao trono autorização para criar os cargos de shugo (comissário militar) e jito (comissário de terra) em todo o território nacional. Os shugo comandam os samurais locais, e se encarregam da manutenção da ordem pública. Os jito, arrecadam impostos dos shoen do interior e exercem funções policiais". (YAMASHIRO, 1978, p. 62).


"A maioria dos historiadores japoneses chama de feudal o período que vai de Yoritomo até o fim do shogunato Tokugawa, cerca de sete séculos depois". (YAMASHIRO, 1978, p. 63).



Kublai Khan
Com a morte de Yoritomo e de seus herdeiros, o xogunato passou a pertencer ao Clã Hojo, o qual levaria gradativamente ao declínio do Kamakura bakufu. No entanto dois fatos muitos importantes marcaram o século XIII nessa época, ambos os fatos estão ligados a invasões inimigas. No Oeste, um poderoso guerreiro havia unificado a Mongólia e agora conquistava a China, este era Genghis Khan (1162-1227), o qual ameaçou conquistar o Japão, entretanto, a tentativa mongol acabou fracassando, e depois disso Genghis Khan deixou de lado a conquista do Japão. Anos mais tarde, o seu neto, Kublai Khan (1216-1294) decidiu retomar a investida de seu avô. Kublai realizou duas campanhas contra os japoneses, mas em ambos os casos, seus esforços foram frustrados devido as forças da natureza. Em 1274, dispondo de cerca de 30 mil guerreiros e 900 navios, os mongóis invadiram o Japão, entretanto sua vitória não foi total devido a um tufão que arrasou com suas embarcações. Anos mais tarde, em 1281, eles novamente atacaram o país, dispondo de 140 mil homens e 4.400 embarcações, porém novamente um poderoso tufão arrasou com a frota mongol levando a derrota completa destes. Como agradecimento por estes ventos, os japoneses nomearam aquele tufão de Kamikaze ("vento divino" ou "deus do vento").

Após os dois confrontos com os mongóis, os japoneses mergulharam em uma crise econômica devido aos altos gastos com a guerra, e isso levou ao enfraquecimento do xogunato dos Hojo, os quais se viram ameaçados por outros clãs. O Kamakura bakufu foi extinto em 1333, e o governo voltou para as mãos da Corte em Kyoto, entretanto nos anos seguintes, outros bakufus surgiriam para tomar lugar do de Kamakura. Nesse caso o bakufu de Muromachi assumiu o poder. Porém tal situação só viria à piorar. Em 1467 eclodiu uma guerra civil, chamada de Guerra de Onin (Onin no Ran), na qual para alguns historiadores marcou o início do período Sengoku-jidai, o mais sangrento de toda história japonesa.

"Nas províncias, famílias antigas e tradicionais desaparecem e são substituídas por novas que gozam de prestigio na região. Daimyo poderosos disputam a ferro e fogo a supremacia regional, tendo em vista a conquista final do governo central". (YAMASHIRO, 1978, p. 89).

"Como se pode ver, o Sengoku Jidai - que dura de fins do século XV ao término do XVI - politicamente constitui uma época de desintegração do Estado nacional". (YAMASHIRO, 1978, p. 90).

Com o término do conturbado período Sengoku, o Japão se encontrou em uma profunda crise econômica e administrativa. Sendo assim, nos anos seguintes, alguns líderes surgiriam e dentre estes estava Nobunaga.


A campanha de Nobunaga: 



Oda Nobunaga
Oda Nobunaga nasceu em 1534 no Castelo de Nagoya, este era filho do guerreiro Oda Nobuhide, um comandante militar responsável pela região de Owari, em Honshu. Nobuhide tentou iniciar um processo de reunificação, mas tal fato só veio a ocorrer com seu filho. Em 1560, já sendo um dáimio, e tendo certo prestígio militar na região, Nobunaga atacou o feudo de Imagawa Yoshimoto, o derrotando. Com a derrota de Yoshimoto, o qual era um importante dáimio da região de Suruga, a fama militar de Nobunaga deu um grande salto. Posteriormente este juntou forças com o dáimio Tokugawa Iesayu, o qual também teria uma grande influência nesse processo de reunificação. Nobunaga desde pelo menos 1556 já vinha realizando campanhas militares para expandir seus domínios antes de iniciar seu plano de reunificação.

Outro fato importante a ser esclarecido, foi que Nobunaga procurou aproximar seus laços de amizade com a Corte imperial. E como iniciativa dessa nova amizade, nada menos e nada mais, ele se propôs a reconstruir o palácio imperial em Kyoto. Após dois anos de reforma, o palácio ficou pronto, e Nobunaga conseguiu o apoio da realeza. Além disso, ele também nomeou Ashikaga Yoshiaki como novo xogum, entretanto, este temendo um golpe de Nobunaga, decidiu assassiná-lo, porém a tentativa falhou e este foi expulso de Kyoto, dando fim ao Xogunato Ashikaga ou Muromachi bakufu.

"Dominando a rica região de Kini (área de Kyoto e Osaka), o poderio econômico e militar de Nobunaga já supera o de seus principais concorrentes na conquista do governo central". (YAMASHIRO, 1978, p. 102).

Nobunaga agora dispunha do apoio da Corte imperial e de vários dáimios, além de financiamento para suas campanhas. Com isso ele continuou com sua tentativa de reunificar o país. Curiosamente nas batalhas que Nobunaga empreendeu, há dois aspectos importantes a serem ditos: o primeiro era o fato deste gostar de utilizar armas de fogo nas batalhas. As armas de fogo foram trazidas para o Japão por volta do ano de 1543, quando navegantes portugueses chegaram à ilha de Tanegashima, vindos de Macau na China. Estes venderam as primeiras armas para os japoneses, e pouco tempo depois, fábricas foram construídas pelo país a fim de se fabricar as recém chegadas armas de fogo.



Modelos de mosquetes levados pelos portugueses ao Japão, onde popularmente foram chamados de tanegashimas, devido a ilha onde tais armas foram primeiramente compradas. 
Outro aspecto importante também a ser citado, foi a expansão do Cristianismo no Japão. Também tendo vindo com os jesuítas portugueses que ali chegaram, o Cristianismo foi introduzido a partir do sul, pelas províncias de Nagasaki e Hiroshima e demais ilhas na região. Até então as principais religiões do país eram a tradicional religião do Xintoísmo, com seus deuses, e o Zen Budismo. De fato o budismo representou um forte obstáculo para o crescimento do Cristianismo no país. Além disso, os monges budistas (bonzos) foram fortes opositores da medidas de implantação da nova religião, assim como das medidas políticas propostas por Nobunaga. 

"O cristianismo trazido pelo jesuíta Francisco Xavier (1549) encontra terreno fértil e se propaga rapidamente entre daimyo, samurais e povo comum do Japão. É chamado de Kirishitan-shu". (YAMASHIRO, 1978, p. 112).

"Outrossim, Nobunaga que procura reprimir a arrogância e o poder de alguns mosteiros budistas, se simpatiza com os missionários ocidentais, estabelece até um "bairro de padres" e os jesuítas fundam um seminário para a educação dos filhos de nobres e senhores feudais, além de igrejas para a catequese". (YAMASHIRO, 1978, p. 103).



“Por mais que as áreas de comércio e de atuação missionária tenham se restringido ao complexo de Kyushu, os produtos e a doutrina cristã se espalharam por quase todo o país. Esta situação gerou um episódio controverso em Honshu: de um lado, o contato com os ocidentais era visto de forma negativa, como no caso dos constantes conflitos contra os bonzos da doutrina Zen. Do outro, os produtos importados pelos mercadores portugueses – principalmente as armas de fogo , e os aspectos do catolicismo teriam chamado a atenção, sobretudo, de Oda Nobunaga, que mesmo assim, não havendo comércio luso-nipônico em Honshu, o interesse dos grandes senhores pelos religiosos não era estimulado por razões de ordem material, o que tornava os padres muito mais permeáveis aos ataques dos bonzos, os monges budistas, que não viam com bons olhos a propagação de uma nova fé”. (LEÃO, 2010, p. 216).

“A partir da década de 1560, liderados pelo padre Luís Fróis, os jesuítas, no intento de pregar em Honshu, foram pessoalmente recebidos em Owari por Oda Nubunaga. Ele teria sido grande admirador dos produtos e artefatos trazidos pelos bárbaros do Sul. Contudo, Oda Nobunaga tinha consciência de que para ter acesso a tais benefícios, deveria se relacionar de forma amistosa com os padres jesuítas, uma vez que, em Honshu, eles serviam como intermediários destes mercadores”. (LEÃO, 2010, p. 217).

O missionário e padre português jesuíta Luís Fróis (1532-1597) em missão no Japão tornou-se hóspede de Nobunaga e amigo seu, mesmo por curta data. Fróis em suas cartas nos deixou algumas informações interessantes sobre Nobunaga e o contexto histórico daquela época. Além de Fróis outros jesuítas em missão naquele tempo também nos deixaram relatos em suas cartas. De acordo com Fróis, Nobunaga embora simpatizasse com o Cristianismo nunca chegou a se converter propriamente, mas um de seus filhos e primo se tornaram cristãos, além de alguns vassalos o que incluía outros dáimios. 


“E indo o padre Viceprovincial ao Miaco, foi muy favorecido de Quambacudono, como já polas outras cartas se escreveo, e se fezerão alguns senhores Christãos de muyta importância, como foy hum filho Nobunanga com hum seu primo, e diversos fidalgos principaes da casa de Quambacudono e de seu sobrinho (que se presume há de ser seu herdeiro) e entre outros se fez Christão hum senhor chamado Condera Cambioyedono, e agora por nome de Christão Simeão pessoa de grandes partes e de grande esperança, e de quem Quambacudono faz muyta conta”. (FRÓIS, 1589, p. 24).


Um jesuíta com um nobre japonês. Autor desconhecido, cerca de 1600. 
Fróis nos relata que sob o domínio de Nobunaga os jesuítas tiveram liberdade e segurança para pregar, pois embora alguns japoneses fossem adeptos da nova religião, grande parte do país ou desconhecia tal fé ou era contrária, pois o Cristianismo se espalhou e ficou quase que restrito ao sul do país, tendo pouco sucesso em avançar para o centro e o norte, e mesmo no sul houve problemas, onde houveram perseguições e assassinatos de cristãos. 


"Sob sua proteção os missionários tiveram autorização para construir um seminário em Arima e outro Omi, assim como, a construção de uma igreja de Nossa Senhora de Assunção, em 1576, na capital Miyako. A chegada do jesuíta napolitano Alexandre Valignano, na função de visitador do Japão no ano de 1579, teria estimulado ainda mais as boas relações entre os portugueses e Oda Nobunaga. Junto com Luís Fróis, Organtino Soldo e Lourenço Mexia foram recebidos pessoalmente no Castelo de Azuchi". (LEÃO, 2010, p. 217-218).

O cristianismo conseguiu prevalecer por cerca de cem anos principalmente no sul do Japão, pois contara com o apoio de dáimios que haviam se convertido ou eram simpatizantes de tal religião que inicialmente se pensou ser uma seita budista, algo que inicialmente favoreceu a aceitação da nova fé por parte de alguns devido a esse equivoco (de fato os primeiros missionários usavam expressões e termos budistas para poderem explicar conceitos cristãos devido a ausência de palavras no alfabeto japonês que possuíssem sentido visto no alfabeto latino e português). 


Nesse ponto Fróis agradece a benevolência de Nobunaga, embora o mesmo não estivesse interessado na palavra de Deus, mas sim no apoio que ele poderia conseguir das missões jesuíticas e de Portugal, pois ele, como Fróis mencionara em uma de suas cartas, era um homem cético ou ateu (ele negou-se a ser batizado), preocupado com o terreno e as delícias mundanas (alguns cristãos japoneses como o irmão Lourenço criticaram a vida mundana e a crueldade de Nobunaga, e tal fato piorou quando o mesmo passou a requerer culto a sua pessoa, chegando a ordenar a construção de um templo em Anzuchiyama para ser adorado). Embora fosse um pecador neste ponto de vista, Fróis mesmo assim naquele momento não negara o auxílio que ele prestou a Companhia em seus domínios. Contudo, anos depois, Fróis criticara a medida de Nobunaga de construir um templo e exigir ser adorado. O jesuíta chamou o falecido dáimio de idólatra, tirano, arrogante, ambicioso, herético, etc., e além disso, chegara dizer que a sua alma jazia no Inferno por sua tentativa de tentar se igualar a Deus em ser adorado.



“Por que como Nobunanga têm não auer outra vida, nem cousa alguma fora do vísiuel, sendo como é abundantíssimo em riquezas, e pretendendo não auer cousa que outro Rei o sobrepoje, antes preferirse a todos: pera mostra sua magnificência, e conformada recreação de suas delícias, determinou fazer pera si este seu paraíso terreal, que assi lhe chamão os de Minno, onde tem gastado grande soma de dinheiro”. (FRÓIS, 1598, p. 272).  


Retrato de Oda Nobunaga, pelo jesuíta Giovanni Niccolo, 1583-1590. 
Oda Nobunaga procurou fortalecer seus laços com os jesuítas e Portugal, de forma que usou o cristianismo com uma estratégia de combater os mosteiros budistas, pondo em confronto ambas as religiões. Como eu havia citado anteriormente, os monges budistas representaram um forte empecilho a política reunificadora de Nobunaga. Nessa época, muitos templos eram donos de grandes propriedades (shoen), e se recusavam a se render a Nobunaga. Por outro lado havia também a ameaça de vários outros poderosos dáimios, e por fim as seitas rebeldes budistas, sendo nesse caso a seita de Ikkô os principais inimigos do dáimio Oda. 


"Os territórios controlados por estes sacerdotes espalhavam-se a longo de seus domínios, assim, Oda Nobunaga temia que o poder dos bonzos sobre a população local viesse a se tornar um dos grandes obstáculos à unificação do país. Então, ele procurou estimular o choque cultural e religioso, entre os jesuítas e os bonzos, como forma de enfraquecê-los". (LEÃO, 2010, p. 217).

"Nobunaga, que com seu esforço, e árduo um pequeno reino que tinha em pouco tempo se fez senhor de toda a monarquia do Japão, e possui agora trinta e quatro reinos, e vai ao alcanço dos outros esperando ser senhor de todos os mais que ficam, e segundo vai vitorioso se a morte lho não impedir parece que se efetuará seu intento. É tão temido este senhor, e tão reverenciado de todos os senhores do Japão, que ainda os seus inimigos lhe cometem partidos muito honrosos por adquirir sua amizade, e ele confia tanto em se poder, que nenhum partido aceita senão de sujeição de criados. Este homem parece que escolheu a Deus para aparelhar, e disposto o caminho à nossa Santa lei, sem ele entender o que nisto faz, porque não somente estima em pouco, e despreza os Kami, e Fuke aquém os japoneses têm tanta devoção, mais ainda é cruel inimigo, e perseguidor dos bonzos, e em seu reino tem destruídas tantas e tão principais varelas e mortos tantos bonzos, e desfavorece tanto a todos eles, que as seitas deles estão já muito abatidas. Tomou ocasião para isto da resistência que lhe fizeram alguns bonzos, porque como em diversas seitas viviam muito ricos, e poderosos, e eram senhores de grandes fortalezas, e ricas terras, resistiram lhe de maneira, que por vezes o puseram em grade aperto, e se estes bonzos não foram, ele fora já senhor de todo Japão". (LEÃO, 2010, p. 218 apud COELHO, 1997, p. 30). 

Além desse "confronto cultural e religioso", Nobunaga ficou conhecido por empregar a força com muita crueldade, tendo ordenado a morte de centenas a milhares de indivíduosNobunaga ordenou a perseguição e execução de muitos monges budistas e a destruição de seu templos e a usurpação de suas terras e riquezas. O uso de armas de fogo intensificou os massacres e levou as guerras japonesas para outro nível. 

"Durante a virada do ano de 1573 para 1574, os exércitos do Tenka varreram os clãs Asakura, Asai e Takeda. Nos relatos do padre Luís Fróis, a rápida vitória das forças de Nobunaga deveu-se a introdução das armas de fogo no campo de batalha". (LEÃO, 2010, p. 218).

As vitórias de Nobunaga se seguiram até 1578, fechando um período de grandes êxitos para o dáimio o qual recebeu o título de Tenka ("Aquele que está abaixo dos céus"), pois Nobunaga também foi chamado de Sengoku-Dáimio ("Senhor do país") em referência a sua eficaz campanha unificadora, tendo sido o primeiro dáimio a conseguir com êxito levar a cabo tal árdua missão, embora não tenha concretizado a unificação, Nobunaga neste tempo se tornou o dáimio mais poderoso do Japão. 

Soldados japoneses praticando tiro à noite, usando cordas para melhor apoiar os mosquetes. Utagawa Kuniyoshi, 1855. 
Nobunaga também iniciou a construção de fortalezas, castelos e vilas, e dentre estas estava o castelo-fortaleza em Azuchi, província de Omi, a qual fica perto de Kyoto. Nobunaga via na construção deste castelo, não somente como sua nova moradia, mas também na tentativa de transferir a capital do país para este lugar.

Desenho do Castelo Azuchi-Jo-zu, construído por Oda Nobunaga entre 1576-1579.
"Este castelo-fortaleza tem um significado todo especial, porque pela primeira vez na história do Japão, um chefe militar feudal visa, com a construção de um baluarte defensivo, o estabelecimento de um novo centro político no país. Só mesmo um chefe militar da visão de Nobunaga poderia ter concebido tal idéia". (YAMASHIRO, 1978, p. 102).

"As grandes proporções do castelo, sua formosura e excelente localização (ás margens do lago Biwa) são objeto de descrição minuciosa da parte dos padres católicos que têm oportunidade de observar a construção. Até o Papa em Roma se envia um relatório pormenorizando sobre a obra". (YAMASHIRO, 1978, p. 103).

 Akechi Mitsuhide
Enquanto este seguia com suas conquistas militares a fim de reunificar todo o país, em 1582, em um golpe de traição dado pelo general Akechi Mitsuhide (1528?-1582) no templo Honno-ji em Kyoto, Oda Nobunaga foi levado a realizar o seppuku (ritual de suicídio em nome da honra). Mitsuhide era um dos vassalos de Nobunaga, tendo lhe servido em muitas batalhas, contudo, naquele ano ele decidiu se rebelar contra o seu suserano; as causas para tal traição não são claras, existem hipóteses que sugerem motivos pessoais, envolvendo rancor, ódio e vingança; outras hipóteses sugerem que Mitsuhide almejava tomar o lugar de Nobunaga, então tentou realizar um golpe de Estado; ou acabou caindo em descrença acerca das verdadeiras intenções de seu suserano e decidiu se livrar deste "tirano". De qualquer forma, Nobunaga foi surpreendido no templo budista Honno-ji onde se encontrava descansando, sendo cercado pelo exército de Mitsuhide, o qual sabendo que ele estaria desprovido de uma forte guarnição contando apenas com alguns servos e sua guarda pessoal, cercou o local e ordenou a rendição de todos, mas Nobunaga para não ser capturado e executado, preferiu manter sua honra intacta e cometeu o seppuku

Em outros casos, o suicídio era preferível do que uma vergonhosa derrota. Conta-se que Nobunaga ordenou que o templo fosse incendiado para que seu corpo não fosse levado pelos seus inimigos, pois havia o costume de se cortar a cabeça e exibi-la como troféu. Tal fato explica a questão de não se ter encontrado os restos mortais dele, embora que o templo ainda exista e sofreu reformas ao longo do tempo. Tal acontecimento ocorrido em 21 de junho de 1582 ficou conhecido como o Incidente de Honno-ji.



Pintura da Era Meiji retratando o Incidente de Honno-ji. Ao centro pode-se ver Mitsuhide apontando sua lança para Nobunaga o qual acabara de realizar o seppuku, enfiando uma espada curta em sua barriga. 
O sonho de Nobunaga de se reunificar o país se perdera. Em 1569, Fróis nos relatara que naquela época o dáimio possuía cerca de 36 províncias (ele refere-se como "Reinos de Nobunaga") sob seu controle, e tal número aumentou nos anos seguintes, principalmente após a derrota e conquista do Clã Tara. Estima-se que Nobunaga tenha conseguido unificar pelo menos um terço das províncias japonesas. Com a sua morte, Mitsuhide foi atrás do filho mais velho de Nobunaga, Oda Nobutada (1557-1582) herdeiro direto.


Oda Nobutada
Nobutada posteriormente ficou sabendo da morte de seu pai e da traição de Akechi, então partiu para se refugiar no Castelo Azuchi, o mesmo castelo ordenado a construção pelo seu pai, mas essa imponente fortaleza não conseguiu garantir a segurança de Nobutada que acabou também cometendo o seppuku. O castelo foi saqueado. Porém, os dias de Mitsuhide estavam contados. Após a notícia dos dois Odas terem morrido e o castelo do clã ter sido saqueado, Mitsuhide sabia que em breve os outros vassalos viriam atrás dele, então ele decidiu procurar ajuda, procurando entre a Corte e outros dáimios apoio, mas estes negaram ajudá-lo, e não tardou para que Toyotomi Hideyoshi (1537-1598), chamado de "o cara de macaco", o qual estava guerreando em Mori, conseguiu um acordo de paz ou uma trégua, então dirigiu seu exército para ir a caça do traidor.


"De origem humilde, segundo os jesuítas, Toyotomi Hideyoshi nasceu por volta de 1537, e nos finais de 1550 teria se alistado nas fileiras dos exércitos de Oda Nobunaga. Se destacando pela engenhosidade no campo de batalha e pela embaixada junto ao Xogum, aliado de Oda Nobunaga, o mesmo chegou à condição de general e, por sua riqueza, a de daimyô". (LEÃO, 2010, p. 220).

O exército de Hideyoshi que contava entre 20 a 40 mil homens (dos quais ganhou reforços de outros dáimios que se uniram a causa de vingança dele) confrontou o exército de Mitsuhide que possuía cerca de 10 a 16 mil homens. O confronto se deu em Yamazaki, região na fronteira das províncias de Settsu e Yamashiro. A Batalha de Yamazaki foi travada em 2 de julho de 1582, onde Akechi Mitsuhide foi morto em combate, e seu exército se rendeu, dando vitória a Toyotomi, o qual assumiu como novo general dos exércitos de Nobunaga, embora este possuísse outros filhos, Toyotomi soube jogar e conseguir se manter no poder. Sob sua liderança ele prosseguiu com as campanhas de reunificação. 


Oda Nobunaga tendo sido um tirano para alguns, mas um libertador e herói para outros, embora tenha falhado em seu sonho de unificar o país sob uma única espada, inegavelmente foi quem abriu caminho para que outros dáimios conseguissem realizar a unificação. Nobunaga pode não ter chegado ao fim da jornada, mas conseguiu dar longos passos antes de cair. 


A reunificação se concretiza: 


Toyotomi Hideyoshi
"Após o assassinato de seu suserano, Toyotomi Hideyoshi consegue sua vingança e se torna o grande sucessor de Oda Nobunaga, no processo de unificação do país. Dois anos depois, no intuito de expandir seus domínios, Toyotomi Hideyoshi se envolve em uma guerra contra o, até então aliado, Tokugawa Ieyasu. Em 1585, pela ausência de uma concorrência político-militar à altura, Toyotomi Hideyoshi recebe o título de Kampaku, tornando-se o regente do imperador. Em 1586 juntou forças para uma importante armada para fora do arquipélago em direção à Coréia e à China". (LEÃO, 2010, p. 220-221). 

"A Hideyoshi cabe o mérito de conseguir pôr fim às guerras civis (ou guerras provinciais ou feudais) iniciadas com a revolta de Onin que duraram cerca de 120 anos". (YAMASHIRO, 1978, p. 104).

No entanto os feitos de Nobunaga e Hideyoshi vão além da esfera da guerra e da conquista militar. Nobunaga levou à profundas mudanças na estrutura administrativa, econômica e religiosa do país. Em 1568, ele desintegrou a classe dos comerciantes (za), retirando destes o monopólio sobre o comércio, ele também eliminou os sekisho (tipo de posto comercial) a fim de facilitar o tráfego de mercadorias. Ele também incentivou um maior desenvolvimento na mineração, levando a cunhagem de moedas, além de construir e reformar estradas e portos, permitindo o comércio com outros países. Nobunaga também foi um homem que admirava as artes, com isso, muitos dos castelos, fortalezas e outras construções que ele ordenou que fossem feitas, esboçavam um verdadeiro luxo tanto nos ornamentos e na arquitetura. Com sua morte, Toyotomi deu continuidade a sua política. Quando Nobunaga morreu em 1582, ele já havia unificado um terço do país.

"O período Azuchi-Momoyama ou Oda-Toyotomi, focalizado neste capítulo, constitui o mais curto da história do Japão. Não passa no conjunto de pouco mais de 30 anos. Entretanto, é um período de grande transformações políticas, sociais e culturais". (YAMASHIRO, 1978, p. 111).



"Voltado mais para o controle das diretrizes políticas do país e para as questões militares interna e externa Toyotomi Hideyoshi deixou a desejar quanto ao controle sobre outros aspectos importantes no âmbito interno do arquipélago. Assim, ele contribuiu para que os jesuítas e os mercadores portugueses ganhassem espaço no país". (LEÃO, 2010, p. 222).

Além de estabilizar os diferentes feudos, ele implantou novas políticas administrativas, econômicas e sociais, como exemplo, a divisão da sociedade japonesa em: samurais, fazendeiros, artesãos e comerciantes. Dessa forma ele conseguiu, evitar que os plebeus tentassem chegar a nobreza, e que os nobres tentassem usurpar o poder. Exemplo disso, foi a questão de que aos samurais fora proibido o direito de possuir terras, quanto aos plebeus, estes tinham o direito de possuir terras, mas, não poderiam carregar armas consigo ou formar milícias. Dessa forma ele procura evitar que os camponeses iniciassem revoltas, e por outro lado, limitava os samurais ao status de servidão, sem o direito de possuir propriedades, o que os levaria a distração e outras preocupações. 


Se por um lado Toyotomi conseguiu obter êxito nas suas campanhas militares e decisões políticas, foi entre essas decisões que ele ampliou sua diferença com a presença dos jesuítas no país. Assim como Nobunaga, Toyotomi negou-se a se converter ao cristianismo, e diferente dele que era um simpatizante, Toyotomi só tolerava os missionários por ordens de Nobunaga, mas após a morte dele, a diferença entre os dois senhores começou a ficar mais nítida para os jesuítas.



"Em 1587 a situação mudaria de rumo. Promulgado por Toyotomi Hideyoshi, em 25 de julho de 1587, o Édito de Hakata declarava a expulsão dos missionários do arquipélago. Porém, antes de sua publicação, o padre Gaspar Coelho teria tentado se aproximar do Kampaku e, através de um último encontro, convencê-lo a se converter ao cristianismo. Assim, o padre tentou estimular Toyotomi Hideyoshi a pensar sobre os malefícios que o demônio poderia trazer para seus domínios sem a presença dos missionários cristãos. Porém, Toyotomi Hideyoshi tinha uma concepção diferente do que era o mal, então, responde ao padre se referindo aos próprios jesuítas como os agentes do mal e desarticuladores da religião natural". (LEÃO, 2010, p. 222). 

Embora decretada tal expulsão, a mesma não foi definitiva, pois os missionários continuaram a voltar ao Japão depois de algum tempo, e ao mesmo tempo, Toyotomi não proibiu a vinda de estrangeiros, especialmente de comerciantes, desde que estes não viessem realizar pregação. O comércio mantinha a economia do sul em movimento e era a porta de entrada para armas de fogos. 

Em 1591 o único filho de Hideyoshi, Toyotomi Tsurumatsu (1588-1591) tendo morrido com menos de quatro anos de idade, pois em risco a sucessão de Hideoyoshi. Então ele sugeriu que seu irmão Toyotomi Hidenaga se tornasse seu sucessor, mas este morreu pouco tempo depois, levando em 1592, Hideyoshi a adotar como sucessor o seu sobrinho Toyotomi Hidetsugu, o qual assumiu o cargo de Kampaku, após Hideyoshi se demitir do cargo e assumir como Taiko ("regente aposentado"). O termo aposentado não fazia jus aos planos de Hideyoshi, pois embora estivesse doente ainda mantinha planos de conquistar a Coreia e a China. Em maio 1592 ordenou a invasão da Coreia, embora obtive êxito em conquistar alguns territórios como Seul, no ano seguinte o imperador chinês enviou exércitos para ajudar os coreanos a expulsar os japoneses, obtendo êxito após assinarem uma trégua. 

Em 1593 nasceu o herdeiro varão de Hideyoshi, Toyotomi Hideyori (1593-1615), com o nascimento do menino veio o problema da sucessão, pois Hideyoshi havia legado seu sobrinho como herdeiro, então em 1595 ele se livrou de seu sobrinho, ordenando que comete-se suicídio junto com a família. Alguns membros se negaram a cometer seppuku, então foram assassinados. Toyotomi Hideyoshi faleceu em 1598 aos 62 anos, tendo deixado o país praticamente unificado.

Tokugawa Ieyasu
Embora Hideyori fosse uma criança, o governo ficou sob o controle de um conselho de cinco regentes, porém esse foi o momento que o dáimio Tokugawa Ieyasu (1543-1616) decidiu agir para alcançar o poder. Ieyasu foi um dos leais generais de Oda Nobunaga, que entre 1584 e 1598 ficou desentendido com Toyotomi por não apoiar sua sucessão ao poder e por ter apoiado um dos filhos de Nobunaga. A partir de 1598 com a morte do Taiko ele começou a juntar forças com outros dáimios que eram contrários a política de Toyotomi e não queriam que seu filho tomasse o poder futuramente, isso acabou gerando uma nova guerra pelo poder, onde o país quase unificado buscava um líder. De 1598 a 1603 Tokugawa e seus aliados combateram os clãs rivais pelo poder. A Batalha de Sekigahara em 15 de setembro de 1600, foi o estopim para a ascensão de Tokugawa ao poder.

Em 1603, Tokugawa Ieyasu foi nomeado xogum tornando o comandante-supremo do país e iniciando o Xogunato Tokugawa que governaria o país por mais de dois séculos. Em 1605 ele renunciou ao cargo de xogum, mas assumiu o de Ogosho ("xogum aposentado"). Assim como Toyotomi, a aposentadoria não era válida, pois oficialmente Ieyasu continuou a controlar o país, tendo finalmente conseguido concretizar o sonho de Nobunaga, Toyotomi e vários outros dáimios, unificar a nação sob um único líder, sob um único clã. 

Além de trazer um período de paz que duraria mais de cem anos, os Tokugawa manteriam o Japão sob punhos cerrados, fato este que o país ficou fechado aos interesses estrangeiros até o século XIX, sendo esse período chamado de Sakoku, onde em 1643 foi decretado a expulsão de todos os estrangeiros do país e a proibição da entrada destes. O missionários e os japoneses cristãos foram perseguidos. O Clã Tokugawa governaria o Japão até o ano de 1866, quando ocorreu a Restauração Meiji, iniciada pelo Imperador Meiji, que pois fim ao governo dos Tokugawa, ao poder dos samurais e ao período feudal.

NOTA: O período Sengoku jidai, também pode ser traduzido como "guerras provinciais" ou "guerras feudais".
NOTA 2: Os samurais seguiam e ainda seguem a doutrina do bushido, por isso de também serem chamados de bushi.
NOTA 3: Na série de jogos de videogame Onimusha, Oda Nobunaga é retratado como sendo um homem cruel e diabólico, a ponto de se transformar em um demônio. E, além disso, o personagem principal da série se chama Akechi Samanosuke, o qual tem o mesmo sobrenome do general traidor.
NOTA 4: Na série de jogos de videogame, Devil Kings (Sengoku Basara nome original em japonês), a história se passa durante o período Sengoku, trazendo Nobunaga e outros personagnes reais e fictícios como protagonistas. No jogo, Nobunaga se proclama "Devil King" (Rei Demônio).
NOTA 5: Na série de jogos Samurai Warriors, Nobunaga é representado como um tirano e um homem cruel. No entanto no jogo Kessen III, ele representado como um herói e um homem virtuoso. A série Nobunaga's Ambition retrata as campanhas militares empreendidas por Nobunaga e outros dáimios para reunificar o Japão.
NOTA 6: No Japão é comum se escrever e falar o sobrenome antes do primeiro-nome, por isso decidi preservar tal tradição.
NOTA 7: Kirishitan-shu, pode significar literalmente "seita cristã" ou "religião cristã".
NOTA 8: O período do Xogunato Tokugawa, também pode ser chamado de Tokugawa Bakufu ou Período Edo, devido a mudança da capital do país da cidade de Kyoto para Edo (atual Tóquio).NOTA 9: Nobunaga teve 19 filhos, sendo 12 homens e 7 mulheres, o que incluiu vários destes filhos tendo sido gerados por concubinas, além de alguns de origem bastarda. Mesmo tendo vários descendentes masculinos, Toyotomi e Tokugawa conseguiram mesmo assim assumir o controle de seus exércitos e terras. 


Referências Bibliográficas:

YAMASHIRO, José. Japão: passado e presente, São Paulo, HUCITEC, 1978.
LEÃO, Jorge Henrique Cardoso. Jesuítas e Daimyôs: Evangelização e poder político no Japão do século XVI. Mnemosine Revista, vol. 1, n. 1, jan/jun 2010, p. 208-226. 
FRÓIS, Luís. CARTA DO PADRE LVIS FROES DA COMPANHIA DE IESVS, Em a qual relação das grandes guerras, alterações e mudanças que ouue nos Reynos do Iapão, e da cruel perseguição que o Rey vniuersal aleuantou contra os padres da Companhia, e contra a Christandade. Lisboa, impresso por Antonio Alvarez, 1589. 
FRÓIS, Luís. Carta do padre Luis Froes, de Miaco pera o padre Belchior de Figueiredo em Búngo aos doze de julho de 1569. In: Cartas que os padres e irmãos da Companhia de Iesus escreuerão dos Reynos de Iapão & China aos da mesma Companhia da India, & Europa, desdo anno de 1549 atè o de 1580. Evora, por Manoel de Lyra, 1598.

Link relacionado:

Kirishitan: O Cristianismo chega ao Japão

3 comentários:

Nelson José disse...

Muito bem contado! Adorei a matéria!

Ruan Medeiros disse...

muito bom mesmo cara, adorei o post, pois eu gosto muito da era Sengoku, sou um grande fã mesmo, e você me ensinou um pouco mais, valeu ae ;D
Se me permite dar uma sugestão você poderia fazer posts sobre alguns outros grandes samurais em individual, falando de suas histórias, batalhas e etc.

Leandro Raliv disse...

Já pensei em escrever mais sobre o período, até mesmo sobre a classe dos samurais e dos ninjas, porém o problema é a falta de livros em português sobre o assunto, e mesmo em inglês, é difícil encontrar livros do assunto aqui no Brasil. No entanto, ainda mantenho minha busca.