sábado, 18 de abril de 2026

Sundiata Keita: O Rei Leão do Mali

Sundiata Keita foi um líder de origem pouco conhecida, o qual por volta de 1235 se tornou o fundador e primeiro rei do Império do Mali, um próspero reino que durou por séculos. Seus feitos renderam lendas a respeito, passadas ao longo de gerações pelos contadores de histórias (griôs), os quais contavam os feitos do Rei Leão do Mali

Imagem hipotética de Sundiata Keita.
 
Antecedentes: o Império de Gana (IV-XI) 

O Reino de Gana surgiu em algum momento do século IV d.C., na África Ocidental, na região que compreende o Sahel, uma extensa faixa de terra que vai da costa ocidental a costa oriental, atravessando todo o deserto do Saara em seus limites sul com savanas e florestas. Atualmente os domínios de Gana compreenderiam parte dos territórios da Mauritânia, Mali e norte da GuinéTal reino reunia distintos povos de origem mandika, especialmente o povo soninquês. (MAUNY, 1971). 

Gana cujo nome significa "chefe guerreiro", era um termo genérico usado por outros povos para se referir aquele reino, embora os ganenses se referissem a sua nação como Wagadu. Pelo menos em determinadas épocas. Não obstante, Gana teria começado a se tornar um império por volta do século VIII d.C., quando conquistou territórios vizinhos, apoderando-se de minas de ouro, ferro e sal, principais produtos negociados em seus mercados e transportados pelas rotas de comércio através do Sahel, em direção ao norte, rumo ao Mediterrâneo. Ainda foi nesse século que os árabes começaram a chegar aos domínios de Gana, interessados pelo comércio e em levar sua religião, o Islão(MAUNY, 1971). 

Mapa do Império de Gana em sua máxima extensão no século XI. Em destaque a capital Cumbi-Salé e outras importantes cidades vizinhas. 

A cidade de Cumbe-Salé (ou Kumbi-Saleh) se tornou a capital do império por séculos, tendo sido construída próxima a antiga capital, Al-Ghana. De qualquer forma, a nova capital se tornou um importante polo comercial, reunindo várias rotas de caravanas do Sahel. Ali comerciantes de diferentes povos iam negociar ouro, ferro, sal, cavalos, camelos, escravos, noz-de-cola etc. (MAUNY, 1971). 

Devido a prosperidade do Império de Gana, isso atraiu a cobiça de inimigos, especialmente os Almorávidas (XI-XIII), uma dinastia árabe-berbere que passou a dominar a região do Magreb (atual Marrocos e parte da Tunísia). Os almorávidas cobiçavam controlar as minas e rotas comerciais de Gana, iniciando assim no século XI, uma série de batalhas que eventualmente confluíram para invasão de Cumbe-Salé e a morte do imperador, colocando fim a tal império. 

Com a derrocada do governo central, os almorávidas passaram a controlar a capital real e outras localidades que lhe interessavam, por sua vez, o restante do império passou a ser disputado por lideranças locais. Assim, a região do império que ficava situado no que hoje é o Mali, era habitada principalmente pelo povo Manden.

"O povo Manden (Mandenka ou Mandingo) compreende vários grupos e subgrupos, dispersos por toda a zona sudano‑saheliana, do Atlântico até o maciço do Air, com projeções bastante profundas nas florestas do golfo do Benin. No início do século XII, porém, o habitat dos Manden era muito mais restrito. No apogeu do Império de Gana, ao findar o século XI, podiam‑se distinguir três grandes grupos: os Soninke ou Sarakolle, fundadores de Gana, ocupavam especialmente as províncias de Wagadu (Awker), Baxunu (Bakhunu) e Kaniaga; ao sul, aos pés dos montes de Kulikoro, estavam instalados os Sosoe, ou Sosso, que tinham sua capital na cidade de Sosoe; e, ainda mais ao sul, viviam os Maninka ou Malinké, do território chamado Mande ou Manden, situado na bacia do alto Níger, entre Kangaba e Siguiri. Os Soninke, também conhecidos como Marka ou Wakore (Wangara) fundaram o Império de Gana, primeira expressão da expansão manden. Quando o império ruiu, sob os repetidos ataques dos Almorávidas, os Soninke já haviam deixado em grande número o Wagadu natal, para se mesclarem com os povos das margens do Níger, onde se estabeleceram. A busca do ouro levou‑os longe, em direção do sul, até a orla da floresta". (NIANE, 2010, p. 133-134). 

O esgotamento das minas de ouro nas regiões norte e central de Gana, influenciou a derrocada daquele reino e a migração interna de seus habitantes. A situação se complicou nos anos seguintes após a morte do último rei de Gana, abrindo disputas pelo controle da região, pois embora o comércio aurífero tenha declinado, no entanto, rotas comerciais ainda existiam, comercializando sal, ferro, cavalos e escravos. 

Disputas pelo poder

"Após a queda de Kumbi‑Sāleh, no final do século XI, iniciou‑se um período sobre o qual pouco se conhece. Desse espaço de tempo entre a conquista da cidade pelos Almorávidas, por volta de 1076, e a vitória de Sundiata em 1235, data em que nasceu o Mali, são poucas as fontes escritas de que dispomos relativas ao Sudão ocidental. A segunda expansão manden correspondeu ao surgimento do Mali. Partindo do alto Níger, os clãs Maninka levaram a guerra até o Atlântico, a oeste, e estabeleceram‑se na Senegâmbia". (NIANE, 2010, p. 135). 

Os Sossos ou sosoe conseguiram se reestruturar e governarem por algumas décadas, parte da região do antigo Império de Gana, oprimindo os seus vizinhos, cobrando submissão deles e ameaçando opositores. Houve também uma resistência a influência islâmica da região, especialmente a promovida pelos Almorávidas, responsáveis por levar o fim de Gana. 

"Os Sosoe constituem uma fração do grupo Maninka. Segundo a tradição, o sítio de sua capital, Sosoe, estaria na região de Kulikoro, nas montanhas (a 80 km ao norte de Bamako)18. Mas até o presente, ao contrário do que se fez em Gana e no Mali, não houve pesquisas na região para tentar identificar suas ruínas. Os Sosoe, na verdade, não passavam de um clã Maninka especializado na metalurgia do ferro. Desde meados do século XII, esse clã de ferreiros manifestou a firme vontade de repelir o Islã e impor‑se no espaço soninke". (NIANE, 2010, p. 141). 

Não obstante, o principal rei sosso do período foi Sumaoro Kante, que teria governado por cerca de trinta anos, sucedendo seu pai Sesoe Kemoko

"As tradições orais mandenka (mandingo) relatam as façanhas de guerra de Sumaoro Kante, cujo reinado se situa entre 1200 e 1235. Segundo essas fontes, depois de submeter as províncias soninke, Sumaoro Kante atacou o Manden, cujos reis lhe opuseram obstinada resistência; Sumaoro teria “quebrado” (saqueado) nove vezes o Manden; a cada vez, porém, os Maninka recompuseram suas forças e revidaram o ataque. Após a morte do rei Nare Fa Maghan, seu filho mais velho, o mansa Dankaran Tuman, entendeu ser mais prudente compor‑se com Sumaoro Kante. Para melhor marcar sua submissão, deu‑lhe em casamento a irmã, a princesa Nana Triban; a autoridade do rei de Sosoe estendia‑ se a todas as províncias outrora sob o domínio de Gana, com exceção do Manden". (NIANE, 2010, p. 142). 

O Manden se tornou uma região vizinha do Reino de Sosso, a resistir aos ataques do rei Sumaoro Kante, até que essa resistência fracassou, com isso o mansa Dankaran Tuman, governante dos Manden, se rendeu a Sumaoro Kante, conhecido na época também como Rei-Feiticeiro, pois dizia-se que ele conquistou seu trono e reino graças a artimanhas mágicas. De qualquer forma, não se sabe ao certo por quanto tempo Tuman foi submisso a Kante, mas isso indignou os manden, que consideraram seu governante incompetente e fraco. Até que revoltas foram iniciadas, levando a Tuman a fugir da região, indo para o sul, em direção as florestas. Com a vacância do poder, o povo recorreu ao irmão de Tuman, o princípe Sundiata Keita, que vivia exilado, o qual retornasse ao Manden e liderasse seu povo. 

Sundiata Keita era o segundo filho do rei Naré Maghann Konaté, sendo meio-irmão de Dankaran Tuman, que era mais velho e assumiu o trono do Manden. Entretanto, diferente de seu meio-irmão, Sundiata descendia de uma família mais nobre, sendo sua mãe Sogolon Konde, pertencente ao Clã Keita. 

"Os Keita, fundadores do Mali, acreditam ser descendentes de Dion Bilali (ou Bilali Bunama ou Bilāl ben Rabāh), companheiro do Profeta Maomé e primeiro almuadem ou muezim (mu’addhin) da comunidade muçulmana. Seu filho Lawalo ter‑se‑ia instalado no Manden, fundando a cidade de Kiri ou Ki". (NIANE, 2010, p. 146). 

Dessa forma, o Clã Keita segundo a tradição oral, já tinha se islamizado quase um século antes pelo menos, sendo ardorosos defensores da fé islâmica. Isso era interessante, pois nos séculos XII e XIII, o Islão já tinha se espalhado pela região do Sahel, isso significava que sendo muçulmanos, eles poderiam se aliar a outros povos islâmicos e ganhar o apoio desses, algo que os Sossos não tinham, por repudiarem o islamismo. 

A Batalha de Kirina (1235)

Se desconhece exatamente o ano de nascimento de Sundiata Keita, sabe-se que ele era um dos filhos do rei Naré Maghann Konaté, advindo de um importante clã. Contudo, a tradição oral informa que na infância ele foi uma criança de saúde frágil, tendo problemas para andar. E ainda jovem teve que fugir com sua mãe e um irmão para longe da capital de Manden, pois a rainha planejava assassiná-lo, temendo que o mesmo viesse a disputar o trono com seu filho. 

Sundiata e sua família viajaram para Gana, onde conseguiram refúgio com o mansa Tunkara, governante de Nema. Ali ele viveu vários anos. Fato esse que quando os manden foram procurá-lo para suceder seu meio-irmão que abandonou o governo, Sundiata ainda morava em Nema. O mansa Tunkara tomando conhecimento do ocorrido, forneceu suprimentos e uma tropa para Sundiata ir reaver seu reino de direito. 

Era o ano de 1235 quando Sundiata Keita retornou ao Manden, após longos anos de exílio. Ali ele conseguiu apoio de importantes chefes militares, alguns aliados de seu clã a bastante tempo. 

"O anúncio de sua chegada suscitou grande entusiasmo entre os Maninka. Cada clã havia formado um exército, e os principais generais, como Tabon Wana (Tabon Ghana), pertenciam ao mesmo grupo etário de Sundiata. Tabon Wana chefiava uma fração dos Kamara, da mesma forma que o primo Kamadian Kamara, de Sibi (localizada entre Siguiri e Kangaba). Faoni Konde, Siara Kuman Konate e Tiramaghan Traore, chefes militares, assumiram essa causa em comum acordo: encontraram‑se com Sundiata na planície de Sibi, e ali selaram a união de suas forças; Sundiata assumiu a direção das operações militares". (NIANE, 2010, p. 149).

Tomando conhecimento da mobilização de tropas no Manden, o rei Sumaoro Kante convocou seus generais e reuniu suas tropas para a eminente batalha. Kante segundo os relatos orais, estava confiante na superioridade numérica de seu exército e na habilidade de sua cavalaria, além da sua fama como Rei-Feiticeiro. Naquela região da África a magia era levada bastante a sério. Condição essa que a esposa de Kante, a rainha Nana Triban, que se casou forçada com ele, conseguiu escapar e se uniu aos rebeldes, revelando o segredo da magia de Kante. 

Não há relatos confiáveis da Batalha de Kirina, inclusive há dúvidas onde ela exatamente ocorreu. Contudo, a fuga a rainha Nana Triban foi visto não apenas como um ato de traição, mas um terrível mau presságio, que resultou na derrota de Sumaoro Kante e seu exército. Por não termos relatos do conflito, não sabemos como ele ocorreu, quantos estavam envolvidos e como exatamente Sundiata Keita e seu exército venceu, no entanto, a vitória conseguida no campo de batalha de Kirina, levou Keita a marchar com seu exército até a capital dos Sosso e tomá-la.

Surge o Império do Mali

A história do Mali credita a Sundiata Keita como tendo sido seu primeiro imperador, fato esse que após a vitória em Kirina sobre o exército de Sumaoro Kante, nos anos seguintes Sundiata Keita tratou de expandir seus domínios, conquistando os territórios vizinhos, incluindo derrotar governantes que ainda eram aliados de Kante, e se mostravam em potenciais ameaças ao resistirem ao domínio do novo soberano. 

"A tradição do Manden atribui ao jovem vencedor de Kirina a codificação dos costumes e interditos que ainda hoje regem, de um lado, as relações entre os clãs Mandenka e, de outro, as relações destes com os demais clãs da África ocidental. A esse êmulo de Alexandre, o Grande, foram imputados feitos que lhe são bem posteriores. Contudo, em linhas gerais, a constituição e as estruturas administrativas que se consolidaram no Império do Mali foram implantadas por ele". (NIANE, 2010, p. 151). 

"Diz a tradição oral que em Kurukan Fuga, planície relativamente próxima de Kangaba, realizou‑se a Grande Assembleia (Gbara), verdadeira assembleia constituinte que reuniu os aliados após a vitória, e onde ocorreram os seguintes fatos:

a) Sundiata Keita foi solenemente proclamado mansa (em maninka) ou maghan (em soninke), isto é, imperador, rei dos reis. Cada chefe aliado foi confirmado farin de sua província; apenas os chefes de Nema e Wagadu receberam o título de rei.

b) A Assembleia decretou que o imperador deveria ser escolhido na linhagem de Sundiata, e que os príncipes escolheriam sua primeira esposa no clã Konde (como recordação do feliz matrimônio de Nare Fa Maghan e Sogolon Konde, mãe de Sundiata Keita).

c) Decidiu‑se que, em conformidade com a tradição antiga, o irmão sucederia ao irmão (sucessão fratrilinear).

d) Proclamou‑se que o mansa seria o juiz supremo, o patriarca, o “pai de todos os seus súditos” – daí a fórmula Nfa mansa, “Senhor, meu pai”, usada por quem se dirigia a ele.

e) Os Maninka e aliados agruparam‑se em 16 clãs de homens livres ou nobres (tonta‑dion tani woro), os “portadores de aljavas”.

f) Os cinco clãs de marabus – entre os quais os Ture e os Berete aliados desde o início, que participaram já da missão que fora buscar Sundiata Keita no exílio, foram proclamados os “cinco guardiães da fé”, ou mori kanda lolu. Entre esses clãs, é preciso incluir os Cisse (Sisse) do Wagadu, islamizados, aliados políticos de Sundiata Keita.

g) Os homens que praticavam determinados ofícios foram divididos em quatro clãs (nara nani), entre os quais os griots, os sapateiros e certos clãs de ferreiros. Os nomes clânicos mandenka foram reconhecidos como correspondentes de nomes clânicos de outras etnias do Sudão; estabeleceram‑se relações jocosas de parentesco entre as etnias, prática que perdurou após a morte de Sundiata, e que não raro contribuiu para reduzir tensões entre grupos étnicos. Para recompensar os barqueiros somono e bozo do Níger, Sundiata deu‑lhes o título de “mestres das águas”. Conforme narra a tradição, o imperador “dividiu o mundo”, isto é, fixou os direitos e deveres de cada clã.

h) Medida especial aplicou‑se aos Sosoe: foram divididos entre os clãs de ofício ou castas, e seu território foi declarado domínio imperial. Muitos deles emigraram para oeste". (NIANE, 2010, p. 151-152). 

O reinado de Sundiata (1235-1255)

A tradição oral credita que Sundiata teria governado por 30 anos, embora historiadores islâmicos como Ibn Khaldun, tenha escrito que ele teria governado por 20 anos. Apesar dessas divergências quanto ao tempo de reinado e Sundiata, é fato que pouco sabemos sobre seu longo governo de décadas. Muito do que foi relatado por cronistas nos séculos seguintes adveio de contadores de histórias e de lendas, já que como fundador do Império do Mali, Sundiata tornou-se uma lenda-viva e vários feitos foram atribuídos a sua pessoa, a começar pelo seu próprio nome. 

Ibn Khaldun relatou que Sundiata era referido como Mari Diata no idioma local, que significaria "emir leão". O termo emir era empregado pelos muçulmanos para se referir a um governante de um emirado, mas também a palavra aplicava-se a um príncipe. Contudo, a associação de Sundiata ao simbolismo do leão advém de seu próprio nome. Já que sundiata significaria "leão faminto". Embora alguns estudiosos apontem que fosse a combinação das palavras "sun" e "diata" (leão), não tendo uma tradução exata. Porém, o nome do monarca de fato remetia-se a esse nobre animal. (NIANE, 2010). 

Entretanto, existem algumas informações sobre seu governo. Por exemplo, sabe-se que ele adotou uma política de boa vizinhança, evitando remover governantes locais por seus homens de escolha. Sundiata preferia que tais governantes prestassem lealdade a ele, em troca manteriam suas terras, rendas e privilégios. 

"Sundiata Keita respeitou as instituições tradicionais das províncias que conquistou; o caráter flexível de sua administração fazia com que o império se assemelhasse mais a uma federação de reinos ou províncias do que a uma organização unitária. Por outro lado, a existência de guarnições mandenka nas principais regiões garantia a segurança, ao mesmo tempo que servia como força de dissuasão". (NIANE, 2010, p. 153). 

Mapa do Império do Mali na época de Sundiata Keita, 1235-1255. 

Outra medida de seu governo foi trocar a capital do Mali. Anteriormente situada em Kiri e Narena, e até em Dakadiala, cidade onde habitava o Clã Keita, Sundiata optou em transferir a capital real para Niani, uma cidade mais ao sul, cercada por montanhas, próxima a minas de ouro e ferro. Além de ter o rio Sankarini por perto, como também era ponto de encontro de duas importantes rotas comerciais, as quais conectavam as regiões desérticas e de floresta. Assim, Niani nas décadas seguintes cresceu e se tornou uma próspera cidade. Viajantes árabes e berberes se referiam no século XIV a Niani, chamando-a de cidade do Mali

O governo de Sundiata Keita foi próspero e promissor, permitindo a reunificação dos antigos territórios de Gana e abrindo caminho para a expansão deles, já que seus sucessores ampliaram o Império do Mali, chegando a importantes cidades como Gao e Tombuctu. Que se tornaram polos comerciais e intelectuais no Sahel, no século XIV. 

Contudo, não se sabe exatamente como o rei faleceu. A data da sua morte é apontada como sendo por volta do ano de 1255, em que Sundiata Keita teria por volta de seus cinquenta anos de idade. A tradição oral possui várias narrativas quanto a morte do monarca, entre as mais populares estão casos de acidente como ter tomado uma flechada durante uma caçada ou se afogado no rio Sankarini. Outras narrativas falam que ele foi assassinado ou morreu de doença. Entretanto, além de se desconhecer a causa da sua morte, seu túmulo nunca foi achado. Nem se quer há indicações sobre onde poderia estar. Embora saiba-se que locais de memória foram erguidos em vilas e cidades em sua homenagem, pois o Rei do Leão do Mali, merecia ser lembrado por ter fundado um império. 

NOTA: O atual país de Gana não possui referência com o Império de Gana. O nome é uma homenagem a essa antiga nação. 

NOTA 2: O Império do Mali perdurou até o século XVII. 

NOTA 3: Sundiata Keita é um dos personagens históricos do jogo Sid's Meyer Civilization 6 (2017). 

Referências bibliográficas: 

MAUNY, Raymond. The Western Sudan. In: SHINNIE, P. L. (ed.). The African Iron age. Oxford, Oxford University Press, 1971, p. 66–87.

NIANE, Djibril Tamsir. O Mali e a segunda expansão manden. In: NIANE, Djibril Tamsir (ed.). História Geral da África, v. 4: África do século XII ao XVI. 2a ed. Brasília, Unesco, 2010, p. 133-192. 8v

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Tombuctu: uma cidade universitária no Saara (1300-1590) 

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