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Leandro Vilar

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A casa está dividida

"A casa está dividida". Foi com essa frase que o então presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln definiu o estado no qual o país se encontrava durante o seu governo. Lincoln assumiu a presidência em 1861, mesmo ano que estourou a Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana. Durante os quatro anos de seu mandato (1861-1865) o país se encontrou em meio a esta devastadora guerra que deixou um saldo de centenas de milhares de mortos. Nessa época, os Estados Unidos se viram em um grande dilema, a divisão de seu território, os estados do Norte defendiam a velha ordem, no entanto os estados do Sul, os quais formaram uma Confederação, lutavam para se separarem do norte, e constituir uma nova nação.

E é nesse contexto que irei contar um pouco da história política, administrativa  econômica, social e a importância desse acontecimento não somente para os Estados Unidos mais para o restante da América e do mundo. Sendo assim não irei me prender a detalhes sobre os conflitos e batalhas que ocorreram ou alguns outros fatos. Irei fazer uma explanação por alto, focando o que eu propus anteriormente.


A grande questão que gerou tal guerra fora um fator de cunho econômico. Mas para isso devo retornar a época das Treze Colônias (ver mapa). Quando a Inglaterra decidiu colonizar o Novo Mundo, ela estabeleceu Treze Colônias na costa leste da América do Norte. No entanto essas colônias teriam papéis distintos para a metrópole: as colônias do norte, seriam voltadas para um caráter mais "colonizador" nesse caso, de se estabelecer cidades, de se criar toda uma estrutura para se constituir quase que um "país". Já no sul, as colônias foram voltadas para o caráter "exploratório" nesse caso não se havia uma preocupação em se construir cidades, em se formar um ambiente urbanizado; mas sim de formar várias fazendas, de se produzir em grande escala para a exportação. Sendo assim os ingleses desenvolveram o sistema chamado de plantation (grande latifúndio, monocultor, escravista e exportador). Algo amplamente difundido no Brasil.

Mapa das Treze Colônias britânicas na América do Norte.
Como fora apontado, a escravidão era a principal mão de obra no sistema de plantation. No entanto, os estados do norte também contavam com o emprego de escravos, mas só que em escala menor, enquanto o sul era voltado para a exportação e grande produção, o norte ficava com a produção interna e de subsistência e posteriormente com a produção de manufaturas. Nesse ponto pode se ver uma grande diferença nos processo de colonização de ambas as regiões. Mas a frente tais fatores iriam se acentuar.

Em 4 de julho de 1776 se deu a Independência dos Estados Unidos, de inicio o processo de independência contou com um maior apoio dos estados do norte, já que os do sul temiam um boicote da Inglaterra aos seus produtos, em caso de estes lutassem pela sua emancipação da metrópole  De qualquer forma por fim todos os estados foram a favor, e se deu a independência. (Diferente do que ocorreu no Brasil, não houve entre o povo brasileiro um consenso de nação ou um sentimento de nacionalidade unificado. Somente poucos estados brasileiros é que apoiaram D. Pedro I na independência).

Após a independência americana, os ingleses ainda tentaram retomar a antiga colônia, e vários conflitos ainda ocorreriam nos anos seguintes, estendo uma guerra que só se encerraria em 1783. Entretanto, após a poeira se abaixar, e os anos se passarem, notou-se um distinta diferença entre os estados do norte perante os estados do sul. Enquanto o norte, era mais rico, mais desenvolvido e populoso, o sul ainda mantia quase que seu sistema da época colonial. 

No entanto uma questão poria o norte contra o sul. Desde a proclamação da independência e o término das guerras de independência, gradativamente os Estados Unidos fora crescendo pelo território da América do Norte. A chamada expansão para Oeste, e foi nesse fato que começou a se agitar os conflitos entre norte e sul. Tanto os estados do norte como os do sul procuravam expandir seus domínios para as terras centrais no Oeste. Porém, cada um tinha uma forma de se estabelecer seu domínio, enquanto o norte procurava estabelecer assentamentos para futuras cidades, construir estradas de terra e de ferro para o transporte, o sul procurava expandir suas fazendas e pastos, levando o sistema escravocrata consigo.

"O Sul queria aumentar seu império do algodão e da escravidão e o Norte a expansão das chamadas terras livres". (KARNAL, 2007, p. 129).

"O Norte, mais avançado em termos industriais, tinha uma classe média nascente e uma indústria de importância crescente. O Sul, embora apresentando características fundamentalmente agrícolas, baseava-se no sistema de plantation e escravidão, muito bem inserido no sistema capitalista; o escravo era visto como mercadoria". (KARNAL, 2007, p. 129).

Nesse período o México fora o principal oponente do expansionismo estadunidense. Estados hoje que são americanos como o Texas, Califórnia e o Novo México, pertenciam até meados do século XIX ao território do México. E fora através de vários conflitos e acordos que os Estados Unidos conseguiram assimilá-los. Um fato curioso marca isso, no México sua constituição já havia abolido a escravidão, porém o país passou alguns anos sob a mão da ditadura, sendo assim por um lado os mexicanos procuravam os estados americanos para fugir do julgo da ditadura de seu país e buscar o sonho de prosperidade, mas por outro, os escravos americanos procuravam fugir para o México, para fugirem da escravidão. Assim, os estados do norte apoiavam a vinda daqueles que procuravam sua ajuda, e o sul combatia para que os escravos não fugissem. Além desse fato havia a constante briga pela posse das terras. Constantemente, empresários disputavam a posse das terras recém conquistadas contra os fazendeiros, isso levou tal conflito para o meio político.

No mapa acima estão representados os estados da União (Azul) e dos Confederados (Vermelho). Os estados em azul claro são os estados escravistas que se uniriam a União durante a guerra.
No campo político, surgiu duas facções: aqueles que apoiavam o fim da escravidão, e visavam o desenvolvimento industrial para o país, os quais ficaram conhecidos pelo lema "imperialismo do solo livre", e no outro lado havia aqueles que defendiam a expansão do sistema escravocrata, o chamado "imperialismo do algodão". Mediante a tais fatos, os sulistas formaram seu próprio partido político o qual iria brigar pela emancipação dos estados sulistas da República dos Estados Unidos da América. Tal partido fora chamado de Estados Confederados da América, ou simplesmente A Confederação, ou também Confederação dos estados do sul. Formada pelos onze estados do sul, a confederação tinha como meta expandir seus domínios pelas novas terras conquistadas pelos Estados Unidos, além de se buscar a independência. Quanto ao Norte, estes formaram a chamada União.


Bandeira dos Estados Confederados da América.

"A conclusão, atingida depois de muita incerteza, leva à afirmação de que a Guerra Civil americana foi a última ofensiva revolucionária por parte daquilo a que podemos legitimamente chamar a democracia capitalista ou burguesa. A escravatura nas plantações do Sul, deve dizer-se, não constituiu um grilhão econômico para o capitalismo industrial. Quando muito, seria o contrário; ela ajudou a promover o desenvolvimento industrial americano nas suas fases iniciais. Mas a escravatura constituiu um obstáculo para a democracia politica e social". (MOORE Jr, 1983, p. 124).



A Confederação e a União foram criadas em 1861 no mesmo ano que eclode oficialmente a guerra. No entanto, no ano anterior, nas eleições de 1860 para presidente da república, forjou outro grande dilema para esta situação. O Partido Democrata tinha como indicação ao cargo de presidente, Stephen Douglas, já o Partido Republicano, lançava a candidatura  de Abraham Lincoln (1809-1865). Lincoln nascera no estado de Kentucky nas terras do Oeste, era filho de uma família pobre, seu pai era um lenhador analfabeto e sua mãe era uma dona de casa letrada, e isso contribuiu para a educação do filho, o qual se mostrou um leitor ávido. Lincoln serviu por algum tempo o exército e fora comerciante, em 1834 entrou para política, tornando-se membro da Câmara dos Representantes do Estado de Illinois, posteriormente em 1836 formou-se em direito e recebera o certificado de advogado.

Lincoln era a favor da política do "solo livre", do trabalho livre e da abolição, ele acabou vencendo as eleições. E para desgosto dos democratas, surgiu a hipótese de fraude eleitoral. Mas, de qualquer forma Lincoln assumiu o poder, e começou seu mandato no ano seguinte. Como este apoiava a abolição, os confederados viram o novo presidente como seu inimigo, já que ele apoiava a União.

"A maior parte dos sulistas ficou irritada com a eleição de Lincoln, visto por eles como um verdadeiro abolicionista. Já alguns nortistas o viam como conservador, na medida que não defendia abertamente uma luta para terminar com o regime escravista, embora o condenasse como um grande erro da humanidade". (KARNAL, 2007, p. 130).

"A ideia de separação do Sul ganhava corações e mentes das elites sulistas. Entretanto, como havia dito, Lincoln não aceitaria a secessão e a atacaria com força os estados adeptos da ideia. Sua eleição, portanto, foi o estopim necessário para o inicio formal das hostilidades entre as duas regiões". (KARNAL, 2007, p. 132).

Se no Norte, Lincoln era o principal líder da União, no Sul, os confederados elegeram Jefferson Davis (1808-1889), como o presidente dos Estados Confederados da América. Davis era membro de uma família aristocrática, o qual era um árduo defensor da escravidão permanecer como estava. O grande problema de se abolir a escravidão para os estados sulistas, era o fato que o escravo era visto como uma mercadoria, um investimento, se a abolição fosse promulgada, muitos fazendeiros iriam rapidamente a falência por perderam não somente suas "mercadorias" mas perder sua mão de obra. Por outro lado deve também se ressalvar que o número de escravos numa sociedade como esta era um indicador social de riqueza. Quanto mais escravos um senhor tivesse, mais rico ele seria. (Tal fato também pôde ser visto na história do Brasil). Assim, era inconcebível para estes homens aceitarem o fim da escravidão. Devo ressalvar aqui, que a grande questão que dava polêmica a este fato, não era o fator social, ou a questão de direitos humanos e políticos, mas, sim o fator econômico.

Já que a "casa" estava realmente dividida e a guerra já havia eclodido, Lincoln tratou de fazer algo para por fim a este conflito. Em 1861 ele aprovou a primeira Lei do Confisco, na qual toda e qualquer propriedade utilizada a favor dos confederados seria confiscada pela União.

"Essa lei impulsionou as fugas coletivas de escravos das fazendas, pois sabiam que, em mãos dos nortistas, poderiam alcançar a liberdade". (KARNAL, 2007, p. 133).

No ano seguinte, fora aprovada a segunda Lei do Confisco, no qual de fato punha em andamento o processo abolicionista. Todo escravo capturado pelas tropas nortistas ou que houvesse fugido para os estados da União seria imediatamente alforriado. Isso gerou um duro golpe para os confederados. Desde que a guerra se iniciara, o Norte possuía uma população maior e consequentemente um contingente militar e um poderio bélico superior ao do Sul, mesmo assim o Sul não se rendeu facilmente. E agora com a fuga dos escravos fora dado um duro golpe no abastecimento dos estados sulistas, e para piorar sua situação, entre 1861 e 1862, Lincoln proibiu a entrada de produtos nos estados sulistas, desde alimento a gêneros de primeira necessidade, enfraquecendo as tropas confederadas. Ironicamente, alguns senhores de escravo chegaram a cogitar a possibilidade de chamar seus escravos para a guerra. Mas é claro que isso fora um tremendo erro.

"Á medida que a guerra se prolongou pelos anos de 1862 e 1863, foram-se apagando as primeiras paixões e entusiamos e a América experimentou todas a fases de fadiga e desgosto pela luta. A conscrição e recrutamento substituíram o voluntariado e mudaram o espírito de luta, tanto no sul quanto no norte. A guerra transformou-se em uma prolongada e aflitiva luta fratricida". (WELLS, 1966, p. 86).

Por mais que as tropas da União estivessem em maior contingente e bem mais armados, o sul contava com a experiência de bons generais, o que fora essencial para o prolongamento do conflito. Não obstante, antes do inicio da Guerra Civil, o país não possuía um exército bem treinado e disciplinado, havia cerca de 75 mil homens nas forças armadas, número que chegou a atingir 1 milhão de convocados até o fim do conflito. Estima-se que cerca de 500 mil soldados morreram na guerra e pelo menos 100 mil civis. Fato este levou já em 1863, em haver uma rejeição das famílias e do povo de enviar seus maridos e filhos para o confronto, o qual em alguns locais, o alistamento se tornou obrigatório, chegando ao fato de homens serem capturados em casa e levados para os quartéis. Em novembro de 1863 se deu a Batalha de Gettysburg, a mais sangrenta batalha do conflito, com a vitória da União, praticamente a guerra estava acabada.



Retratação da Batalha de Gettysburg em 1863.

Com a vitória do Norte, o presidente Abraham Lincoln proferiu o famoso Discurso de Gettysburg,
defendendo os ideais de democracia e de liberdade. Quanto ao Sul, este estava em colapso, as tropas estavam arrasadas, sem mantimentos, desmotivadas e desmoralizadas, a exportação de tabaco e algodão sofrera um duro golpe devido a guerra. Muitos fazendeiros entraram na falência, além destes, muitos comerciantes também tiveram prejuízo devido a escassez de produtos, e a imposição para que não subissem os preços das mercadorias. Somando isso a falta de controle do governo em manter a ordem, pouco a pouco a estrutura da Confederação fora ruindo. As tropas que ainda haviam, ou eram derrotadas ou se rendiam. Um a um os generais confederados se rendiam.

Em 1865, Abraham Lincoln fora reeleito, no entanto ele não teria tempo para reorganizar o país após o fim da guerra. Em 14 de abril de 1865, enquanto assistia uma peça de teatro no Teatro Ford em Washington D. C, Lincoln fora alvejado com um tiro na cabeça, disparado por um dito espião sulista, conhecido como Booth, o qual conseguira fugir do teatro e posteriormente sumir da história. (Booth teria utilizado um outro homem como bode expiatório, para assim poder fugir da lei, já que o mesmo homem fora morto e dado como se tivesse sido ele). Mesmo com a morte de Lincoln, não houvera grande alarde para se continuar com a guerra, oficialmente os Estados Confederados da América havia acabado, por mas que um ou outro partidário se negasse a aceitar tal fato, a ameaça de que a guerra poderia voltar a eclodir permanecera ainda por alguns anos, já que tanto Jefferson Davis e outros importantes nomes ainda estavam vivos.

"Essa foi a guerra mais letal e mais custosa da história dos Estados Unidos. Para uma comparação breve: morreram mais de 600 mil norte-americanos na Guerra Civil; já na famosa Guerra do Vietnã, o número de baixas oficiais foi de 58 mil mortos. O conflito também serviu para criar o mito de Lincoln como grande estadista defensor da liberdade, forjar certo sentimento de identidade nacional baseada na superioridade do "mundo" do Norte, abrir caminho para o surgimento de determinadas leis comuns e definir a trilha histórica de um país unificado a partir das armas". (KARNAL, 2007, p. 136).

Com a consolidação dos territórios americanos, e o fim da crise com a guerra. Nos anos seguintes o Estados Unidos daria um grande salto no desenvolvimento tecnológico e industrial, a ponto de levá-lo a expandir sua influência até a costa Oeste, onde no final da guerra, as ferrovias cruzavam mais da metade do continente, e já na década de 1870, o Oeste havia sido alcançado. Posteriormente os Estados Unidos expenderiam nos fins do século seus interesses e influência pelo restante das Américas e do mundo; os americanos já realizavam contanto e comércio com o Japão, China, Filipinas e Rússia.
De fato alguns historiadores apontam que após o fim da guerra, dera-se inicio ao "imperialismo americano" e ao capitalismo moderno (modern capitalism), tornando o país no limiar do século XX, a primeira potência mundial econômica.

"Menos de 50 anos foram suficientes para que alcançassem e ultrapassassem as principais nações industriais da velha Europa". (TEIXEIRA, 1999, p. 168).


NOTA: Abraham Lincoln, quando fora eleito presidente, este se elegera sob pesadas criticas tanto dos partidos rivais até mesmo dos partidos aliados. Mas após sua morte, e tendo posto fim a Guerra de Secessão, fora glorificado como um grande presidente. De fato isso contribuiu para ele fazer parte do Monte Rushmore, ao lado de George Washignton, Thomas Jefferson e Theodore Roosevelt.
NOTA 2: Lincoln fora o primeiro presidente do partido republicano a ser eleito e a conseguir uma releição.
NOTA 3: Houveram outros partidos de caráter republicano, não se deve confundir.
NOTA 4: Parte da história das batalhas da Guerra de Secessão são retratadas nos jogos de videogame Civil War: Secret Missions e Civil War: A Nation Divided, ambos produzidos com a supervisão do History Channel.
NOTA 5: Se alguém estiver interessado em ler o Discurso de Gettysburg, este se encontra disponível no arquivo deste blog.
NOTA 6: Em 1865 fora definitivamente promulgada na Constituição Americana com a sua Décima Terceira Emenda, o fim da escravidão em todo território nacional dos Estados Unidos da América.
NOTA 7: Os estados que formaram a Confederação foram: Carolina do Sul, Carolina do Norte, Alabama, Mississipi, Kansas, Texas, Flórida, Geórgia, Lousiana, Virginia e Tenessi.

NOTA 8: No filme Lincoln (2012) dirigido por Steven Spielberg, o filme foca o ano de 1865, tendo foco no debate político da abolição da escravatura.

Referência Bibliográfica:
KARNAL, Leandro. História dos Estados Unidos, São Paulo, Contexto, 2007.
WELLS, H. G. História Universal - volume 4. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1966. (Capitulo XXXVII, pp. 80-87).
TEIXEIRA, Aloísio. Estados Unidos: A “curta marcha” para a hegemonia. In: FIORI, J.L. (Org.). Estados e moedas no desenvolvimento das nações. Petrópolis: Vozes, 1999.
MOORE Jr. Barrington. “A Guerra civil americana: a última revolução capitalista”. In: As origens sociais da ditadura e da democracia: senhores e camponeses na construção do mundo moderno. São Paulo: Martins Fontes, 1983.

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Um comentário:

Fabrício Soares disse...

Sou apaixonado por história e este blog contém dados muito importantes sobre diversos temas. Gostei muito!!! Um abraço